Venda de livros no país cai a partir de 2015

Os dados indicam que o cenário piorou, principalmente a partir de 2015, quando o país entrou em recessão

  • por em 14 de junho de 2019

(Foto: Freepik.com)

Os dados sobre venda de livros no país demonstram como as políticas públicas dos últimos três anos não têm incentivado a leitura no país. Apesar dos levantamentos abrangerem um período mais amplo – de 12 anos, entre 2006 e 2018 -, os dados indicam que o cenário piorou, principalmente a partir de 2015, quando o país entrou em recessão.

Até então, o setor ainda vivia uma fase positiva. Nesses últimos três anos, o cenário só piorou. Ao considerar o desempenho acumulado nos 12 anos, o faturamento do setor editorial caiu 24% e os preços dos livros sofreram queda de 34%.

De acordo com a Agência Brasil, os levantamentos foram realizados pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Os dados incluem venda para o mercado em geral e também o mercado de livros didáticos, no qual o poder público é o maior comprador.

O estudo, contratado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), mostra que houve crescimento do número de livros vendidos entre 2006 e 2014, mas, após o início da recessão econômica, observa-se uma queda acentuada da venda e piora dos resultados.

  • Faturamento do setor em 2006: R$ 6,7 bilhões
  • Faturamento do setor em 2018: R$ 5,1 bilhões
  • Queda nas vendas: 24%
  • Redução média no preço dos livros: 34%

Em entrevista à Agência Brasil, a economista Mariana Bueno, responsável pela pesquisa ressaltou que o setor fez uma aposta em redução do preço [do livro] e ganho de escala [em vendas], mas isso não aconteceu. “Houve um aumento de exemplares vendidos, mas não foi suficiente para segurar o setor. Mesmo quando a economia estava crescendo, nos anos de 2009 e 2010, a venda de livros não tirou proveito”, explicou a economista.

Ainda segundo Mariana Bueno, nenhum país teve queda tão expressiva na venda de livros quanto o Brasil em comparação ao México, Colômbia, Estados Unidos, Reino Unido e Alemanha.

A especialista assinalou que, além da conhecida falta de hábito de leitura do brasileiro, os índices negativos ocorrem em momento de expansão de novas tecnologias e serviços como redes sociais, streaming e acesso ao celular. “Tudo isso concorre com o tempo de atenção que poderia ser dedicado ao livro”, ponderou Bueno.

Com informações da Agência Brasil

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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