Pesquisadores da UFMG criam biocarvão que aumenta fertilidade do solo

O objetivo é buscar a produção de um novo tipo de carvão, diferente do tradicional que é obtido pela queima da madeira

(Foto: Amanda Lelis/UFMG)

Aumentar os teores de matéria orgânica, melhorar a eficiência no uso de fertilizantes, promover o crescimento de micro-organismos benéficos e contribuir para o aumento da produtividade. Esses são os benefícios que uma pesquisa com o uso de carvão vegetal no solo desenvolvida no Instituto de Ciências Agrárias (ICA) da UFMG promete.

O objetivo é buscar a produção de um novo tipo de carvão, diferente do tradicional que é obtido pela queima da madeira. O experimento visa aproveitar resíduos advindos da criação de animais na Fazenda Experimental Professor Hamilton de Abreu Navarro, no campus Montes Claros, para a produção de biocarvão.

Se não forem tratados, esses resíduos podem prejudicar solo e água e atrair moscas e outros vetores. O objetivo do professor Fernando Colen, coordenador da pesquisa, tem se dedicado na produção do biocarvão para dar melhor destino a esses resíduos.

“A proposta é coletar esses resíduos e produzir o biocarvão por meio de uma metodologia muito parecida com a utilizada para a produção do carvão vegetal usado, por exemplo, nas siderurgias, churrascarias ou mesmo em casa para a produção do famoso churrasco. Os resíduos são coletados, desidratados e passam por um processo chamado de pirólise, que é a produção desse carvão da biomassa com baixa concentração de oxigênio”, explica o pesquisador.

O emprego desses resíduos na produção de biocarvão melhora as condições do solo, já que provoca o aumento da concentração de nutrientes e da capacidade de retenção de água.

Com informações da Assessoria de Imprensa da UFMG

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Likes:
3 0
Views:
233
Categorias:
Notícias

All Comments